A odisséia de Maicon em busca do gato Esquilo

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58 DIAS SEM ESQUILO: ARTICULA-SE UM MOVIMENTO NA INTERNET PELO RESGATE DO GATO PERDIDO

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Donauwörth, 22.06.2011

 

Amigos, comunico-lhes que a partir de agora este blog passa a ser dedicado exclusivamente para o „Caso Esquilo, até que cheguemos a uma solução satisfatória. Como todo o conteúdo até agora refere-se ao caso, achei a melhor solução implementar outro blog (wordpress, em um de meus domínios) que ficará para os meus assuntos descompromissados, desabafos, devaneios, reflexões, insights e loucuras. Este endereço ficará para que possamos acompanhar de perto o caso, sempre na esperança de que a história de nosso já tão querido Esquilinho venha a ter o „happy end“ desejado, e que este não demore muito, é claro! Assim como ocorreu com o cão Pimpoo, também perdido sob responsabilidade das Linhas Aéreas Gol, que o gato Esquilo venha a ser encontrado e trazido de volta para o convívio de seu tutor Maicon e da família – aí incluindo-se seu irmãozinho (gato Raposo), os demais felinos, além, naturalmente, da esposa do Físico.

E agora não somos mais os únicos nesta causa; ganhamos uma importante aliada: a OGN „FALA BICHO„, cuja presidente-fundadora, Sheila Moura, ao tomar conhecimento das intermináveis buscas de Maicon pelo seu gato Esquilo, resolveu informar-se e optou por abraçar a causa. Enfim, a „guerra“ está apenas começando… articula-se um movimento na Internet pelo resgate do Gato Esquilo. Não podemos nos calar diante do descaso da cia aérea GOL e do sofrimento pelo qual Maicon tem passado, sem subsídio algum (exceto 4 vôos para Brasília e o suporte inicial) da companhia aérea responsável pela perda de seu gatinho.

Conclamo todos os leitores do blog, meus amigos do facebook e fora dele, que façam o seu possível. Nem que seja divulgando informações, colocando um link nas redes sociais. Os que puderem manifestar-se mais ativamente, entrando em contato com as organizações envolvidas, tanto melhor! Esta luta é sua também – mesmo que você não tenha um gato ou um cachorro – pois amanhã você poderá ser mais um dos clientes menosprezados pelas Linhas Aéreas Gol. Já perderam malas, cancelaram vôos, mudaram rotas sem aviso prévio, são acusados até de cárcere privado (vide Sentença do Juiz de Direito de Porto Alegre), sumiram com vários animais, muito além do que preconiza o diretor do Departamento de Cargas da Gol – será que vão ter que perder uma criança „humana“ para que algumas pessoas se sensibilizem? Como, exatamente, eu não sei, já que as mesmas viajam de graça e no colo dos pais – mas da Gol, ao que parece, pode-se esperar qualquer coisa…

 

Entrevista com Maicon Saul Faria para o blog „Grito Do Bicho“

 

 

Entrevistadora: Sheila Moura, presidente fundadora da Sociedade Educacional „FALA BICHO“, responsável também pelo blog „GRITO DO BICHO„.

Entrevistado: Maicon Saul Faria, Físico, pesquisador da UNICAMP, que perdeu o seu gato Esquilo num vôo da cia aérea GOL do dia 25 de Abril, quando o mesmo escapou de uma caixa de transporte durante uma conexão em Brasília, e que até o presente momento não foi localizado. Adiantamos que a cia aérea quase nada tem feito no sentido de restituir o animal ao seu tutor, além de não patrocinar as procuras que o próprio Maicon vem realizando, de forma exaustiva, como venho relatando neste espaço.

Clique no player abaixo para ouvir a entrevista

[Atenção! Precisei deletar o Podcasting pois existe um ataque de vírus afetando o http://www.podcast1.com.br)

Sheila: Meu nome é Sheila Moura, do Grito do Bicho, e eu estou na linha, com o Maicon Faria, vocês se lembram dele? É o dono daquele gatinho, o Esquilo,  que sumiu no Aeroporto de Brasília em 25 de abril. O Maicon vai nos contar em que pé estão as coisas quanto ao sumiço do nosso querido Esquilo. Bom dia, Maicon!

Maicon: Bom dia!

Sheila: Maicon, a gente queria ter uma notícia, como é que está se desenrolando a busca do Esquilo, em que pé estão as coisas, porque segundo eu fui informada, você todo o final de semana estava indo para Brasília, e fica lá no aeroporto em busca do Esquilo, né?

Maicon: Sim, eu procuro ir sempre quando eu tenho tempo, em geral nos finais de semana, eu não consigo ir em todos, mas eu tento ir o máximo que eu puder, pra falar com as pessoas das redondezas, e não deixar que elas esqueçam, se por acaso ele aparecer fora do aeroporto. Mas até agora fora do aeroporto foi difícil, por que não foi frutífero, ninguém sequer avistou ele. Então eu acredito que, se ele está vivo, ele pode estar dentro da área restrita do aeroporto;  no pátio, que é uma  área que tem mato, cerrado, de difícil acesso,  há uma burocracia para eu acessar aquela área. Então eu comprei alguns equipamentos – uma câmara pra monitorar animais silvestres, inclusive aquelas câmaras infra-vermelho, também, comprei 4 dessas, comprei comedores automáticos para periodicamente jogarem comida , pra ver se ele vem até esta área. Eu vou fixar a câmara nas proximidades pra ver se consigo captá-lo – comendo, aparecendo… ele aparecendo já seria uma, bom, já seria … (Maicon emociona-se)

Sheila (enfática): Já seria tudo, né?

Maicon: ah, sim, se ele aparecer em algum lugar pra comer, mesmo que eu não veja ao vivo, se eu checar que ele está ali, aí eu posso ficar ali, porque ele sempre volta pro lugar onde ele comeu, pra ver se aparece comida de novo.

Sheila: Mas no caso estas câmaras já estão instaladas? Ainda não, né?

Maicon: Não, não porque eu dependo da autorização da INFRAERO. Já entrei em contato, meu advogado já entrou em contato  com eles também, assim como a minha esposa, e aí a gente vai conversar com um superintendente lá de Brasília, aliás, está conversando, pra ver como é que isto vai ser realizado. Quanto a esta questão burocrática, sempre somos nós que temos que resolver , e tem uma inércia grande, e a GOL não ajuda em nada, então é …é complicado. Isto tinha que ter sido feito na semana passada e não foi por esta questão burocrática.

 

Sheila: Entendi. Agora, oh Maicon, no que você está precisando que a gente ajude, como é que a gente pode colaborar aí com este teu esforço total de reencontrar o nosso Esquilo.

Maicon (som de cachorros latindo ao fundo): Olha, as pessoas  … o ideal é que elas divulguem; quem mora em Brasília , se tiver a oportunidade de divulgar, se conhecer alguém que mora perto do Aeroporto, chamar a atenção pra o fato de que existe um gatinho perdido lá, né … para o caso de alguém avistar. Fazer com que as pessoas não esqueçam, porque daqui algum tempo as pessoas esquecem, e o animal aparece, e ninguém presta atenção.

Sheila: é verdade, então…

Maicon: é também por isto que eu  tenho ido lá, sempre.

Sheila: Entendi. Então, quer dizer, que nós podemos colaborar sempre mantendo o assunto em voga, pedindo pro pessoal lá do aeroporto pra ( frase interrompida)… Agora, isto tudo (as despesas)  está sendo coberto pela GOL, né?

Maicon: Não, nada é coberto pela Gol. A única coisa que a Gol ofereceu foram 4 passagens de ida e volta, pela própria Gol, que no final, aparentemente não tem custo nenhum.

Sheila (demonstrando um misto de surpresa e indignação): ãh ãh!

Maicon: Eu estou muito chateado com a postura deles, né, porque na verdade eu estou tentando corrigir um erro que eles cometeram, que eles deveriam estar mais interessados em corrigir.

Sheila (indignada): Mas peraí, quer dizer – vou rebobinar o que você falou e se eu estiver errada, você me corrige.  Quer dizer  que a gol não está colaborando em NADA pra você reencontrar o Esquilo, um erro promovido por ELES?

Maicon: Não, em nada. Inclusive, eu fiquei muito indignado quando eu entrei no blog da Gol e li  que eles não estão medindo esforços para me ajudar, para me dar um auxílio, sendo que eles já deixaram bem claro, por telefone, que eles não se responsabilizam mais. Há uma veterinária, que  mora lá em Brasília, ela está me auxiliando… inclusive ela fez algumas faixas, pra me entregar, pra gente fixar nas redondezas do aeroporto. Só que ela não podia esperar que eu chegasse ao Aeroporto; então ela foi falar com alguém da Gol pra deixar as faixas em algum cantinho ali, pra que eles me entregassem, né… e eles falaram pra  ela, com todas as letras também, que não estão mais se responsabilizando por nada deste caso.

Sheila (num tom alterado): ah, eu não acredito!!!

Maicon: é verdade…

Sheila: ah, eu não acredito!!!

Maicon: Inicialmente eles diziam que estavam fazendo alguma coisa, mas, afinal, eles  nunca fizeram nada – porque eles não têm condições técnicas pra fazer. Pois a gol é uma empresa aérea e  o que eles sabem de um animal? Não sabem nada; eles não procuraram um veterinário, um biólogo, alguém que pudesse dar algum tipo de assistência, ter alguma idéia do que poderia ser feito. Por exemplo, você deve ter ouvido falar sobre a questão das gatoeiras, que a gente tentou colocar gatoeiras lá dentro, né?

Sheila: ãh, hã!

Maicon: Na primeira negativa eles já desistiram, porque também não estavam muito a fim de fazer. Quanto a esta opção de usar as câmaras, eu só fui pensar e descobrir que o equipamento existe, depois de muita pesquisa, quando eu achei artigos científicos, de pessoas que monitoravam linces na América do Norte, que usavam este tipo de câmara. Eu fui procurar estas câmaras – elas existem nos Estados Unidos, e aí eu consegui um fornecedor aqui no Brasil. Mas isto é uma coisa que se houvessem contratado um biólogo… (Vera: não consegui captar este trecho)… existe uma área de cerrado que é restrita como é que a gente vai monitorar esta área, que as pessoas não têm acesso, que não adianta fazer esta divulgação…

Sheila: é verdade.

Maicon: Eles deveriam ter pensado nisto no primeiro dia!   Isso vai fazer diferença, porque em uma semana ou  duas semanas era mais fácil de se achar o animal com vida, por exemplo, porque é um animal que foi criado dentro de casa, não é um animal que está acostumado a caçar. As pessoas acham,“ ah, o gato não morre, não vai morrer de fome. É porque elas estão acostumadas com gatos que vivem na rua, que de vez em quando recebem um pouco de comida, de um vizinho ou de outro (…)

.“
Sheila: Maicon eu vou te interromper,  até pra te falar uma coisa: a base não é se o animal vai sobreviver ou não, porque, pode ser até, que por instinto, ele aprenda a caçar, ele aprenda a se virar. Pode ser. Agora, não é o foco da questão – o foco da questão é que o seu animal, por relaxamento deles, por incompetência deles, negligência deles, está perdido e no meio do cerrado e no meio daonde é que ele esteja. Então, o foco é este: não interessa mais nada, entendeu? E eu acho, pelo que eu estava informada, eles ao menos a passagem e a hospedagem dos finais de semana que você estava indo, estavam sendo por conta deles.

Maicon: Não, eles me deram 4 passagens, e as que agora vão ser realizadas, por exemplo, segunda-feira, eu vou ter que tirar do meu bolso. Hospedagem, eles só pagaram daquele primeiro período que eu fiquei, aqueles primeiros 11 dias, depois, quando eu ia periodicamente até o aeroporto, eles não forneciam nem alimentação, nem hospedagem, nada … Então é impressionante, eu não sei o que se passa pela cabeça deles, se eles…

Sheila: Mas oh Maicon,outra coisa…  você já pensou em acionar a GOL? Comé…

Maicon: Sim, claro, mas eu ia acioná-los porque eles perderam o meu gato; agora eu tenho que acioná-los não só porque eles perderam o meu gato, maltrataram ele, né,  e porque eles não me ajudam lá a procurá-lo e não me ajudaram (desde o primeiro momento)!

Sheila: Com certeza!

Maicon: Então, é inadmissível, e assim, quando as coisas acontecem na mídia, e você não tem condições de responder – por exemplo,  numa reportagem que foi veiculada na Rede Record, no Domingo Espetacular, o gerente de cargas da Gol, falou que em toda a história da Gol eles haviam perdido 3 animais – (Sheila ao fundo: „ãh!!!“) é uma mentira deslavada …é criminoso isto – só três animais foram perdidos? Este ano, que saíram na mídia foi o cachorro Pimpoo, mais um animal em Porto Alegre,  um gato, o Toddy ( o nome do animal, do gatinho), isto que saiu na mídia… no aeroporto de Brasília, o senhor que é chefe de operações da Infraero, me falou que há alguns meses atrás, eles também perderam outro cachorrinho , no aeroporto de Brasília. Então eles perdem, isto é um chute – mas pelo que eu observo as pessoas falando, (porque a Infraero também não tem controle disto, isto é uma falha terrível – porque toda vez que um animal foge, isto deveria ser documentado, deveria ser anotado pelas autoridades) … é que eles devem perder um animal por mês por Aeroporto; então eles devem perder por mês uns dez, vinte animais!

Sheila: ah, oh Maicon, olha,  eu quero pedir só um favor a você, porque nosso prazo aqui, nosso tempo de gravação já está esgotando – aí eu queria pedir pra você o seguinte: eu vou realizar este caso, nós vamos pedir ao nosso público, os leitores de nosso próprio blog, para agitar novamente  esta questão. Eu vou manter contato com você, a partir de hoje nós vamos nos falar constantemente, e nós vamos ver, se mobilizamos novamente, entendeu, tanto a mídia, quanto o pessoal da Gol, para prestar todo o auxílio a você.

Eu queria que você aguardasse, só o nosso contato, nós vamos publicar ainda hoje, esta nossa conversa – e queria pedir muito, muito, muito, muito a você que não desista, que todos nós vamos estar com você; a partir de agora você pode contar com o „Grito do bicho“, que nós vamos, como nós mobilizamos a questão do Pimpoo, nós vamos mobilizar a questão do Esquilo. Se Deus quiser, nós vamos achar, nem que seja morto,  mas a gente vai achar. Maicon, eu te agradeço muito, meu querido, pela gentileza, e eu aguardo então o nosso contato.

Maicon: Ok, obrigado!

Sheila: Obrigada, Maicon

Maicon: Tchau!

 

Entrevista realizada por Sheila Moura, da OGN „Fala bicho“, que concedeu-me os direitos de reprodução do material. Na transcrição da entrevista, procurei ser o máximo possível fiel ao texto ouvido, optando por algumas pequenas alterações e mínimos cortes com a finalidade exclusiva de torná-lo mais compreensível (sem comprometer o sentido do que foi dito).
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Fonte: artigo no „Grito do bicho“: A GOL ULTRAPASSOU OS LIMITES, DEFINITIVAMENTE!!!!

 

Os direitos autorais da entrevista cabem ao Blog „O GRITO DO BICHO“ (autora: Sheila Moura). Já a transcrição da entrevista, com pequenas alterações, ficou a cargo de Vera Rodrigues-Rath, jornalista, MTb 13.912/SP. O texto pode ser reproduzido desde que citadas as fontes e os links respectivos.

41 DIAS DO DESAPARECIMENTO DO GATO ESQUILO EM BRASÍLIA, MAICON DECLARA: „EU NÃO VOU DESISTIR DELE, ENQUANTO EU VIVER VOU PROCURAR!“

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Donauwörth, 5 de Junho de 2011

 

Olá, meus amigos!

 

Hoje aqui na cidade fez um calor absurdo, asfixiante, mas eu me mantive resguardada com as persianas da casa ou fechadas ou semi cerradas, para impedir a entrada do ar abafado e sufocante, assim como para proteger-me da ofuscante luz do sol, que no dia de hoje vai dar as caras às 5h18min para só deixar os noctívagos em paz às 21h13 min. Bem, hoje, especificamente, vamos ter uma trégua – estão previstas fortes tempestades para toda a tarde. Por medida de segurança deverei desligar micros, modem, router… pelo calor que fez hoje, amanhã deveremos ter temporais com direito a raios, trovões e talvez até granizo e isto poderá se prolongar por muito tempo. Penso em comprar uns 3 dias de internet, por 3,99 Euros, e acessar a net com meu netbook e modem que no Brasil se chama de „3G“ – e que aqui simplesmente chamamos de „surf Stick“.

Está difícil dormir estes dias, e no meio da noite eu ligo o ventilador, que inventei um jeito de acionar remotamente (é um ventilador de pé, grandão) – eu simplesmente deixo-o o tempo todo ligado, com um daqueles interruptores que conectamos à eletricidade e o aparelho pode ser desligado a partir dele (podemos acoplar o que quisermos – HDs externos, torradeiras, aparelhos de infravermelho, enfim, o que o „cliente“ preferir). Desta forma não tenho que levantar da cama e ir até o ventilador para desligá-lo ou ligá-lo. Quando começo a sentir muito calor, ligo, depois, quando começa a incomodar (seca a boca e tal) eu desligo. As crianças não têm reclamado, pois eles mesmos devem estar encalorados (meu gato Pimbol e sua irmãzinha Mimile).

Bem, mas vamos ao nosso assunto dos últimos tempos: o nosso já tão amado gatinho Esquilo e seu tutor Maicon Saul Faria.

 

Características do gato Esquilo (atende pelo nome Esquilo): tigrado, coloração cinza (rajado cinza), de rabinho cortado (cotó de 10 cm),  olhos esverdeados, 2 anos e meio de idade, castrado, arisco, gato criado em casa e alimentado na mamadeira quando bebê. Se encontrar um gato parecido, ligue para (pode ligar a cobrar): (19) 81998486 (dono do gato em Campinas – Maicon), para 61-91564441 – Eliane ou para 81230133 GOL. Opcionalmente envie um e-mail para maiconsaulfaria@gmail.com


MAICON, SOBRE SEU GATINHO ESQUILO: „EU NÃO VOU DESISTIR DELE, ENQUANTO EU VIVER VOU PROCURAR!“

 

Maicon e Esquilinho, quando era ainda bem pequenininho!

Maicon e seu filhotinho Esquilo, ainda bebezinho. Esta foto transpira afeto.

 

 

 

Esquilinho ainda filhote, em outubro de 2009.

Esquilinho ainda filhote, em outubro de 2009.

 

Apesar do tempo já decorrido e das inúmeras adversidades, Maicon não abandona seu filho perdido. Apesar de não contar com quase nenhum respaldo da GOL, que recusou-se a assinar um acordo no qual se responsabilizaria formalmente pelas buscas do gatinho Esquilo por um ano (é possível ler a minuta do acordo recusado em post anterior), resta a Maicon prosseguir praticamente sozinho, enquanto a cia aérea continuar fornecendo tickets para que ele mesmo possa continuar com a procura de seu amado Esquilinho.

Ao que me consta, e espero que estas condições mudem, a GOL só forneceria uns 4 tickets, algo assim, para que Maicon pudesse viajar nos fins de semana nesta já tão sofrida rota Campinas – Brasília. Isto é o que  a companhia tem feito de mais concreto, ou pelo menos, que se possa comprovar. Quanto às rondas que os representantes da GOL dizem estar sendo efetuadas (quando eu indaguei, no blog da Gol, eles me disseram que continuam as rondas), não é possível comprovar – e não se sabe como estariam sendo feitas. Para encontrar Esquilo, não basta fazer buscas de carro – é necessário vasculhar os locais, e este tipo de busca precisa ser feita à pé.

Esquilo pode estar em qualquer local, em lugares que não se alcançaria de carro. E muito mais… seria necessária a colocação de gatoeiras, ampla divulgação tanto dentro do aeroporto quanto fora dele, pois nestas alturas Esquilinho pode estar já longe do ponto no qual ele escapou da gaiolinha.

Como coloquei em um post anterior, após fazer uma série de questionamentos, obtive as seguinte respostas:

Vera,

Durante duas semanas após a fuga do Esquilo, a GOL em parceria com a INFRAERO realizou buscas intensas na região do aeroporto. Cartazes foram fixados em diversos pontos estratégicos, panfletos foram distribuídos e todo o apoio necessário ao cliente foi oferecido. Nas últimas semanas, as buscas continuam pelo menos duas vezes ao dia por meio de rondas de carro e a pé. A divulgação do caso está sendo efetiva, pois recebemos constantemente ligações com informações sobre gatos semelhantes ao Esquilo (casos que são sempre apurados pela GOL e apresentados ao cliente).
Vale destacar que desde que o cliente retornou para sua cidade, a GOL está oferecendo transporte uma vez por semana para que ele participe das buscas e temos mantido o diálogo aberto, dentro da razoabilidade, sempre buscando prestar o maior apoio possível.
Lamentamos muito o ocorrido e destacamos que nossos procedimentos para o transporte de bichos passam por revisões constantes para que sejam continuamente melhorados.
Obrigado pelo contato.

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Vera, muito obrigado pelas comentário que tem feito em nosso blog. Realmente é uma situação muito delicada e que muito lamentamos. Reforçamos que não estamos medindo esforços para ajudar Maicon a encontrar o Esquilo.
Obrigado também pelas sugestões dados. Levamos em consideração o que disse, tenha certeza.
Abraços!

 

Sem dúvida, a resposta do funcionário da GOL foi cordial, mas resta saber o que de fato a COMPANHIA AÉREA GOL está fazendo de concreto. Palavras só não bastam. Espero que realmente tenham levado em consideração minhas sugestões.

AJUDE MAICON A ENCONTRAR O GATO ESQUILO: POSTE TAMBÉM O SEU COMENTÁRIO NO BLOG DA GOL – CLIQUE AQUI PARA DEIXAR O SEU COMENTÁRIO!

 

O FATO: MAICON PERDEU A SUA PAZ DE ESPÍRITO, TEVE SUA ROTINA VIRADA DE CABEÇA PRA BAIXO, E ENQUANTO NÃO ENCONTRAR ESQUILO NÃO PODERÁ RETOMAR UMA VIDA NORMAL

 

 

 

Na reportagem que a Rede Record colocou no ar sobre o caso, Maicon mostra à reporter toda a sua rotina noturna na busca de Esquilo. Mas sua odisséia não parou aí – ela continua, não existe pausa, não existe sossego, o desespero é constante. Todos os fins de semana, quando precisa se deslocar para Brasília, sem hotel, tendo que arcar com os custos de alimentação, sendo obrigado a dormir nos bancos do aeroporto, tendo inclusive que arcar com as despesas dos panfletos e cartazes que manda fazer, Maicon Saul Faria ainda encontra PORTAS FECHADAS: seus trabalhos de busca são obstaculizados ou pela GOL ou pela INFRAERO, que estão dificultando o seu acesso a pontos básicos, como a pista e também uma tubulação onde ele encontrou sinais claros de que um gato havia estado lá: pegadas e fezes. Existe, pois, uma possibilidade, de que justamente Esquilo tenha estado lá;  no entanto, por algum motivo não esclarecido, Maicon foi impedido de vasculhar estes pontos estratégicos. As últimas notícias que tenho é que ele tentaria entrar em contato com a INFRAERO a fim de negociar o acesso à pista e outros pontos. Esperemos que o resultado seja positivo.

 

POR QUE O CACHORRO PIMPOO FOI ENCONTRADO MAIS RAPIDAMENTE? TERIA HAVIDO MAIOR MOBILIZAÇÃO DA IMPRENSA NA ÉPOCA?

 

Quanto a isto, nada posso afirmar, a não ser lançar aqui informações não fundamentadas. Eu confesso não ter acompanhado o caso, inclusive pelo fato de eu não residir no Brasil, e nem todas as informações chegarem ao meu conhecimento tão facilmente, a não ser que eu vá até elas… ou seja… via internet. Morando na Alemanha, sem televisão ou jornais brasileiros, a Internet e o telefone são os meus pontos de contato com o Brasil. Fora disto nada saberia, pois Brasil por aqui não sai normalmente nos noticiários, a não ser por ocasião das copas do mundo, em caso de catástrofes extraordinárias, a posse de uma presidenta mulher e ex-guerrilheira, cenas do carnaval carioca, com destaque para os bunbuns das brasileiras sambistas (que aqui não levam a  fama de prostitutas, como em Portugal ou Espanha, mas também não são lá encaradas com muita seriedade… apenas deleite! E como… ahahahah)

Enfim, não acompanhei o caso de perto e tenho que manter meu bico calado, sob pena de poder estar a escrever uma inverdade.

 

E A PALAVRA DA VETERINÁRIA, NO MÍNIMO QUESTIONÁVEL.


 

Vocês podem ver o que a doutora afirmou assistindo ao vídeo que publiquei em posts anteriores. ou no site da R7 diretamente – clique aqui para assistir ao vídeo. Transcrevendo o que Dra. Cristina Martins disse, quando perguntada se a procura de um gato seria mais difícil do que a de um cachorro: „O cachorro é diferente, porque a tendência dele é procurar ajuda, então ele vai procurar a voz do proprietário, ele vai sentir o cheiro do proprietário; o gato não, esse gato, por exemplo, se ele chegar no mato e começar a caçar, e ele conseguir sobreviver, aí que ele não vai voltar mesmo.“

Enfim, subentende-se no que ela disse, que os cães vão em busca do „proprietário“, sentindo falta do cheiro e da voz do „dono“, enquanto que os gatos estariam basicamente preocupados com a própria sobrevivência, não fazendo para eles diferença o fato de encontrar ou não o seu tutor. A propósito, o termo „proprietário“ ou „dono“, em relação ao que eu chamo „irmãozinho de outra espécie“, parece bem próprio de quem encara os assim denominados „animais“ como simples mercadoria que pertence a quem a adqüiriu.

Resumindo: ela mostrou no mínimo um desconhecimento básico sobre gatos domésticos. Ela equipara felinos criados dentro de casa, castrados, afetivamente apegados ao seu tutor, com os seus irmãos „sem lar“, que sempre viveram nas ruas, e portanto não estão acostumados com os „humanos“. Quanto à capacidade de um felino criado dentro de casa aprender a caçar… dá o que pensar! Espero que sim, pelo menos no caso de Esquilinho!  Fico devendo mais dados, é tarde aqui, não almocei ainda (e são 3 horas da madrugada, pasme!)

 

PS: a partir de um tweeter de Maicon, refiz o meu texto. Eu havia pegado um tanto pesado com a doutora, e, afinal, só assistimos a uma parte da entrevista.

 

 

NO MOMENTO, TUDO O QUE NÓS DESEJAMOS, NÓS QUE AMAMOS OS FELINOS E ACOMPANHAMOS DE PERTO ESTA INFINDÁVEL ODISSÉIA DE MAICON, É UMA ÚNICA COISA: QUE ESQUILO APAREÇA!!!

 

Depois, com calma, poderei fazer um resumo, um tipo de histórico, dos dados mais importantes sobre o caso Esquilo; ou ainda, expressar o que me passa pela cabeça diante desta „odisséia surreal“ vivida por pelo Físico da UNICAMP, Maicon Saul Faria. Por hora, deixo aqui uma foto do álbum pessoal de Maicon, onde ele aparece ao lado de seu filhotinho Esquilo, já maiorzinho. No mais, continuo junto com vocês todos na torcida, e na esperança de poder publicar aqui informações mais concretas no que tange a uma possível e tão necessária colaboração mais efetiva da GOL e da INFRAERO, ou de alguma solução alternativa que se apresente, caso o caminho da negociação não se mostre viável.

Com certeza Maicon não se encontra sozinho neste caso que está mobilizando toda a comunidade de amantes de felinos da internet! Sim, nós, os „fundamentalistas“ (como fomos taxados pela GLOBO), os „fanáticos adoradores de felinos“, não costumamos „deixar barato“ uma situação destas.

 

Maicon com seu filhotinho Esquilo, já maiorzinho – tudo o que queremos é vê-lo novamente com seu amado Esquilinho!

 

E fico por aqui. Mimile e Pimbol estão inquietos, tenho que ir limpar o toilet pois eles já fizeram cocô fora da caixinha, por estar precisando ser trocada, além do que estão com fome! Querem ração!!!!

 

Abração, até a próxima,

 

Vera Rodrigues-Rath, jornalista, Mtb n. 13.912, residente na Alemanha, Donauwörth.

…  ailurófila, pode-se dizer também erulófila, ou seja… uma inveterada amante de gatos! Em alemão:  eine echte Katzenliebhaberin!