A odisséia de Maicon em busca do gato Esquilo

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58 DIAS SEM ESQUILO: ARTICULA-SE UM MOVIMENTO NA INTERNET PELO RESGATE DO GATO PERDIDO

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Donauwörth, 22.06.2011

 

Amigos, comunico-lhes que a partir de agora este blog passa a ser dedicado exclusivamente para o „Caso Esquilo, até que cheguemos a uma solução satisfatória. Como todo o conteúdo até agora refere-se ao caso, achei a melhor solução implementar outro blog (wordpress, em um de meus domínios) que ficará para os meus assuntos descompromissados, desabafos, devaneios, reflexões, insights e loucuras. Este endereço ficará para que possamos acompanhar de perto o caso, sempre na esperança de que a história de nosso já tão querido Esquilinho venha a ter o „happy end“ desejado, e que este não demore muito, é claro! Assim como ocorreu com o cão Pimpoo, também perdido sob responsabilidade das Linhas Aéreas Gol, que o gato Esquilo venha a ser encontrado e trazido de volta para o convívio de seu tutor Maicon e da família – aí incluindo-se seu irmãozinho (gato Raposo), os demais felinos, além, naturalmente, da esposa do Físico.

E agora não somos mais os únicos nesta causa; ganhamos uma importante aliada: a OGN „FALA BICHO„, cuja presidente-fundadora, Sheila Moura, ao tomar conhecimento das intermináveis buscas de Maicon pelo seu gato Esquilo, resolveu informar-se e optou por abraçar a causa. Enfim, a „guerra“ está apenas começando… articula-se um movimento na Internet pelo resgate do Gato Esquilo. Não podemos nos calar diante do descaso da cia aérea GOL e do sofrimento pelo qual Maicon tem passado, sem subsídio algum (exceto 4 vôos para Brasília e o suporte inicial) da companhia aérea responsável pela perda de seu gatinho.

Conclamo todos os leitores do blog, meus amigos do facebook e fora dele, que façam o seu possível. Nem que seja divulgando informações, colocando um link nas redes sociais. Os que puderem manifestar-se mais ativamente, entrando em contato com as organizações envolvidas, tanto melhor! Esta luta é sua também – mesmo que você não tenha um gato ou um cachorro – pois amanhã você poderá ser mais um dos clientes menosprezados pelas Linhas Aéreas Gol. Já perderam malas, cancelaram vôos, mudaram rotas sem aviso prévio, são acusados até de cárcere privado (vide Sentença do Juiz de Direito de Porto Alegre), sumiram com vários animais, muito além do que preconiza o diretor do Departamento de Cargas da Gol – será que vão ter que perder uma criança „humana“ para que algumas pessoas se sensibilizem? Como, exatamente, eu não sei, já que as mesmas viajam de graça e no colo dos pais – mas da Gol, ao que parece, pode-se esperar qualquer coisa…

 

Entrevista com Maicon Saul Faria para o blog „Grito Do Bicho“

 

 

Entrevistadora: Sheila Moura, presidente fundadora da Sociedade Educacional „FALA BICHO“, responsável também pelo blog „GRITO DO BICHO„.

Entrevistado: Maicon Saul Faria, Físico, pesquisador da UNICAMP, que perdeu o seu gato Esquilo num vôo da cia aérea GOL do dia 25 de Abril, quando o mesmo escapou de uma caixa de transporte durante uma conexão em Brasília, e que até o presente momento não foi localizado. Adiantamos que a cia aérea quase nada tem feito no sentido de restituir o animal ao seu tutor, além de não patrocinar as procuras que o próprio Maicon vem realizando, de forma exaustiva, como venho relatando neste espaço.

Clique no player abaixo para ouvir a entrevista

[Atenção! Precisei deletar o Podcasting pois existe um ataque de vírus afetando o http://www.podcast1.com.br)

Sheila: Meu nome é Sheila Moura, do Grito do Bicho, e eu estou na linha, com o Maicon Faria, vocês se lembram dele? É o dono daquele gatinho, o Esquilo,  que sumiu no Aeroporto de Brasília em 25 de abril. O Maicon vai nos contar em que pé estão as coisas quanto ao sumiço do nosso querido Esquilo. Bom dia, Maicon!

Maicon: Bom dia!

Sheila: Maicon, a gente queria ter uma notícia, como é que está se desenrolando a busca do Esquilo, em que pé estão as coisas, porque segundo eu fui informada, você todo o final de semana estava indo para Brasília, e fica lá no aeroporto em busca do Esquilo, né?

Maicon: Sim, eu procuro ir sempre quando eu tenho tempo, em geral nos finais de semana, eu não consigo ir em todos, mas eu tento ir o máximo que eu puder, pra falar com as pessoas das redondezas, e não deixar que elas esqueçam, se por acaso ele aparecer fora do aeroporto. Mas até agora fora do aeroporto foi difícil, por que não foi frutífero, ninguém sequer avistou ele. Então eu acredito que, se ele está vivo, ele pode estar dentro da área restrita do aeroporto;  no pátio, que é uma  área que tem mato, cerrado, de difícil acesso,  há uma burocracia para eu acessar aquela área. Então eu comprei alguns equipamentos – uma câmara pra monitorar animais silvestres, inclusive aquelas câmaras infra-vermelho, também, comprei 4 dessas, comprei comedores automáticos para periodicamente jogarem comida , pra ver se ele vem até esta área. Eu vou fixar a câmara nas proximidades pra ver se consigo captá-lo – comendo, aparecendo… ele aparecendo já seria uma, bom, já seria … (Maicon emociona-se)

Sheila (enfática): Já seria tudo, né?

Maicon: ah, sim, se ele aparecer em algum lugar pra comer, mesmo que eu não veja ao vivo, se eu checar que ele está ali, aí eu posso ficar ali, porque ele sempre volta pro lugar onde ele comeu, pra ver se aparece comida de novo.

Sheila: Mas no caso estas câmaras já estão instaladas? Ainda não, né?

Maicon: Não, não porque eu dependo da autorização da INFRAERO. Já entrei em contato, meu advogado já entrou em contato  com eles também, assim como a minha esposa, e aí a gente vai conversar com um superintendente lá de Brasília, aliás, está conversando, pra ver como é que isto vai ser realizado. Quanto a esta questão burocrática, sempre somos nós que temos que resolver , e tem uma inércia grande, e a GOL não ajuda em nada, então é …é complicado. Isto tinha que ter sido feito na semana passada e não foi por esta questão burocrática.

 

Sheila: Entendi. Agora, oh Maicon, no que você está precisando que a gente ajude, como é que a gente pode colaborar aí com este teu esforço total de reencontrar o nosso Esquilo.

Maicon (som de cachorros latindo ao fundo): Olha, as pessoas  … o ideal é que elas divulguem; quem mora em Brasília , se tiver a oportunidade de divulgar, se conhecer alguém que mora perto do Aeroporto, chamar a atenção pra o fato de que existe um gatinho perdido lá, né … para o caso de alguém avistar. Fazer com que as pessoas não esqueçam, porque daqui algum tempo as pessoas esquecem, e o animal aparece, e ninguém presta atenção.

Sheila: é verdade, então…

Maicon: é também por isto que eu  tenho ido lá, sempre.

Sheila: Entendi. Então, quer dizer, que nós podemos colaborar sempre mantendo o assunto em voga, pedindo pro pessoal lá do aeroporto pra ( frase interrompida)… Agora, isto tudo (as despesas)  está sendo coberto pela GOL, né?

Maicon: Não, nada é coberto pela Gol. A única coisa que a Gol ofereceu foram 4 passagens de ida e volta, pela própria Gol, que no final, aparentemente não tem custo nenhum.

Sheila (demonstrando um misto de surpresa e indignação): ãh ãh!

Maicon: Eu estou muito chateado com a postura deles, né, porque na verdade eu estou tentando corrigir um erro que eles cometeram, que eles deveriam estar mais interessados em corrigir.

Sheila (indignada): Mas peraí, quer dizer – vou rebobinar o que você falou e se eu estiver errada, você me corrige.  Quer dizer  que a gol não está colaborando em NADA pra você reencontrar o Esquilo, um erro promovido por ELES?

Maicon: Não, em nada. Inclusive, eu fiquei muito indignado quando eu entrei no blog da Gol e li  que eles não estão medindo esforços para me ajudar, para me dar um auxílio, sendo que eles já deixaram bem claro, por telefone, que eles não se responsabilizam mais. Há uma veterinária, que  mora lá em Brasília, ela está me auxiliando… inclusive ela fez algumas faixas, pra me entregar, pra gente fixar nas redondezas do aeroporto. Só que ela não podia esperar que eu chegasse ao Aeroporto; então ela foi falar com alguém da Gol pra deixar as faixas em algum cantinho ali, pra que eles me entregassem, né… e eles falaram pra  ela, com todas as letras também, que não estão mais se responsabilizando por nada deste caso.

Sheila (num tom alterado): ah, eu não acredito!!!

Maicon: é verdade…

Sheila: ah, eu não acredito!!!

Maicon: Inicialmente eles diziam que estavam fazendo alguma coisa, mas, afinal, eles  nunca fizeram nada – porque eles não têm condições técnicas pra fazer. Pois a gol é uma empresa aérea e  o que eles sabem de um animal? Não sabem nada; eles não procuraram um veterinário, um biólogo, alguém que pudesse dar algum tipo de assistência, ter alguma idéia do que poderia ser feito. Por exemplo, você deve ter ouvido falar sobre a questão das gatoeiras, que a gente tentou colocar gatoeiras lá dentro, né?

Sheila: ãh, hã!

Maicon: Na primeira negativa eles já desistiram, porque também não estavam muito a fim de fazer. Quanto a esta opção de usar as câmaras, eu só fui pensar e descobrir que o equipamento existe, depois de muita pesquisa, quando eu achei artigos científicos, de pessoas que monitoravam linces na América do Norte, que usavam este tipo de câmara. Eu fui procurar estas câmaras – elas existem nos Estados Unidos, e aí eu consegui um fornecedor aqui no Brasil. Mas isto é uma coisa que se houvessem contratado um biólogo… (Vera: não consegui captar este trecho)… existe uma área de cerrado que é restrita como é que a gente vai monitorar esta área, que as pessoas não têm acesso, que não adianta fazer esta divulgação…

Sheila: é verdade.

Maicon: Eles deveriam ter pensado nisto no primeiro dia!   Isso vai fazer diferença, porque em uma semana ou  duas semanas era mais fácil de se achar o animal com vida, por exemplo, porque é um animal que foi criado dentro de casa, não é um animal que está acostumado a caçar. As pessoas acham,“ ah, o gato não morre, não vai morrer de fome. É porque elas estão acostumadas com gatos que vivem na rua, que de vez em quando recebem um pouco de comida, de um vizinho ou de outro (…)

.“
Sheila: Maicon eu vou te interromper,  até pra te falar uma coisa: a base não é se o animal vai sobreviver ou não, porque, pode ser até, que por instinto, ele aprenda a caçar, ele aprenda a se virar. Pode ser. Agora, não é o foco da questão – o foco da questão é que o seu animal, por relaxamento deles, por incompetência deles, negligência deles, está perdido e no meio do cerrado e no meio daonde é que ele esteja. Então, o foco é este: não interessa mais nada, entendeu? E eu acho, pelo que eu estava informada, eles ao menos a passagem e a hospedagem dos finais de semana que você estava indo, estavam sendo por conta deles.

Maicon: Não, eles me deram 4 passagens, e as que agora vão ser realizadas, por exemplo, segunda-feira, eu vou ter que tirar do meu bolso. Hospedagem, eles só pagaram daquele primeiro período que eu fiquei, aqueles primeiros 11 dias, depois, quando eu ia periodicamente até o aeroporto, eles não forneciam nem alimentação, nem hospedagem, nada … Então é impressionante, eu não sei o que se passa pela cabeça deles, se eles…

Sheila: Mas oh Maicon,outra coisa…  você já pensou em acionar a GOL? Comé…

Maicon: Sim, claro, mas eu ia acioná-los porque eles perderam o meu gato; agora eu tenho que acioná-los não só porque eles perderam o meu gato, maltrataram ele, né,  e porque eles não me ajudam lá a procurá-lo e não me ajudaram (desde o primeiro momento)!

Sheila: Com certeza!

Maicon: Então, é inadmissível, e assim, quando as coisas acontecem na mídia, e você não tem condições de responder – por exemplo,  numa reportagem que foi veiculada na Rede Record, no Domingo Espetacular, o gerente de cargas da Gol, falou que em toda a história da Gol eles haviam perdido 3 animais – (Sheila ao fundo: „ãh!!!“) é uma mentira deslavada …é criminoso isto – só três animais foram perdidos? Este ano, que saíram na mídia foi o cachorro Pimpoo, mais um animal em Porto Alegre,  um gato, o Toddy ( o nome do animal, do gatinho), isto que saiu na mídia… no aeroporto de Brasília, o senhor que é chefe de operações da Infraero, me falou que há alguns meses atrás, eles também perderam outro cachorrinho , no aeroporto de Brasília. Então eles perdem, isto é um chute – mas pelo que eu observo as pessoas falando, (porque a Infraero também não tem controle disto, isto é uma falha terrível – porque toda vez que um animal foge, isto deveria ser documentado, deveria ser anotado pelas autoridades) … é que eles devem perder um animal por mês por Aeroporto; então eles devem perder por mês uns dez, vinte animais!

Sheila: ah, oh Maicon, olha,  eu quero pedir só um favor a você, porque nosso prazo aqui, nosso tempo de gravação já está esgotando – aí eu queria pedir pra você o seguinte: eu vou realizar este caso, nós vamos pedir ao nosso público, os leitores de nosso próprio blog, para agitar novamente  esta questão. Eu vou manter contato com você, a partir de hoje nós vamos nos falar constantemente, e nós vamos ver, se mobilizamos novamente, entendeu, tanto a mídia, quanto o pessoal da Gol, para prestar todo o auxílio a você.

Eu queria que você aguardasse, só o nosso contato, nós vamos publicar ainda hoje, esta nossa conversa – e queria pedir muito, muito, muito, muito a você que não desista, que todos nós vamos estar com você; a partir de agora você pode contar com o „Grito do bicho“, que nós vamos, como nós mobilizamos a questão do Pimpoo, nós vamos mobilizar a questão do Esquilo. Se Deus quiser, nós vamos achar, nem que seja morto,  mas a gente vai achar. Maicon, eu te agradeço muito, meu querido, pela gentileza, e eu aguardo então o nosso contato.

Maicon: Ok, obrigado!

Sheila: Obrigada, Maicon

Maicon: Tchau!

 

Entrevista realizada por Sheila Moura, da OGN „Fala bicho“, que concedeu-me os direitos de reprodução do material. Na transcrição da entrevista, procurei ser o máximo possível fiel ao texto ouvido, optando por algumas pequenas alterações e mínimos cortes com a finalidade exclusiva de torná-lo mais compreensível (sem comprometer o sentido do que foi dito).
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Fonte: artigo no „Grito do bicho“: A GOL ULTRAPASSOU OS LIMITES, DEFINITIVAMENTE!!!!

 

Os direitos autorais da entrevista cabem ao Blog „O GRITO DO BICHO“ (autora: Sheila Moura). Já a transcrição da entrevista, com pequenas alterações, ficou a cargo de Vera Rodrigues-Rath, jornalista, MTb 13.912/SP. O texto pode ser reproduzido desde que citadas as fontes e os links respectivos.